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As apresentações na Universidade: A primeira, a surpreendente e a favorita.

Olá pessoal!
Depois de duas inspiradoras respostas ao meu post anterior. Não tive como resistir e começar a escrever este aqui. Obrigada Camila e Cíntia pelas suas palavras de apoio e interesse!

Então, sobre o que eu vou falar? Comecei a vasculhar dentro da minha cabeça sobre o que eu poderia escrever. Mas haviam tantas experiencias, momentos únicos, inspiradores, complicados e etc. É, também tem coisas nada legais para relatar. Como escolher? Como manter você, caro leitor, louco para saber mais sobre a minha aventura universitária? Depois de pensar e pensar achei interessante contar a primeira apresentação e a mais emocionante que já fiz, até agora. Ainda falta o tcc.

Quando comecei a estudar eu não fazia muito ideia de como as minhas aulas de língua seriam. Na verdade, eu tinha uma ideia. Eu teria que apresentar coisas em inglês. Falar na frente das pessoas. E isso era apavorante. Eu só não sabia quando esse fatídico momento chegaria. Que drama! Mas era assim que eu me sentia. Porém, isso é normal para quem não faz ideia de como as coisas vão funcionar na universidade.

Tudo estava lindo, as aulas seguiam de forma belíssima até o anuncio do trabalho sobre "a minha família". Eu lembro bem de como me senti. Não era desespero, porque eu sabia que não seria tão difícil assim. Eu só tinha que falar sobre meus pais e meu irmão, suas idades, suas ocupações e seu interesses. (Eu já estava estudando inglês em escola de língua). Mas isso não tinha a menor importância diante do fato de que seria essa a minha primeira apresentação na universidade. E essa ideia de "primeira apresentação" ficou mais nítido em minha cabeça devido as palavras da própria professora "Uma apresentação acadêmica" (Lê-se com voz do Sid Moreira para dar o tom dramático) no entanto essa seria mais relax e nada de pirar na batatinha.

Sim, mas esse negócio de não "pirar" não funcionou comigo. Primeiro, quase todo tempo pensava na minha apresentação. Segundo, parei de pensar e fiz um roteiro. Terceiro, tirei foto dos meus pais na orla de Icoaraci, porque por coincidência passeamos no domingo antes da apresentação. E como eu não parava de falar que iria fazer uma apresentação sobre eles na faculdade, os dois resolveram que queriam sair bonitos na foto. Ficaram lindos mesmo, com alguma ajuda do photoshop...brincadeirinha.
Meu pais.

Ah, mais vocês não sabem o que eu fiz no domingo a noite! Depois de criar a apresentação Power Point, fiz um roteiro dela e do que eu iria falar em cada slide. E como eu não tinha um computador a tira colo. Fazia de conta que as folhas do papel diante de mim eram o data show. Além disso, fiz uma encenação de como eu iria fazer a minha apresentação e passei um tempinho repetindo e repetindo todas as coisas que eu iria dizer. (Maluquice para alguns, aprendizado para mim).

Em alguns desses momentos eu comecei a inventar e contar aos meus "ouvintes invisíveis" bem mais do que havia escrito no roteiro. Contava piadas e coisas interessantes sobre minha família. Me policiava para usar o "you know". E depois de sei lá quantas vezes eu acertei tudo o que eu havia programado para dizer, excluindo a parte engraçada, os "bloppers" sobre a minha apresentação que ninguém saberia, até eu escrever aqui. Porque simplesmente não consegui dizer isso na hora.

Então o dia fatídico cehgou, o dia que eu apresentaria "minha família" para todos os meus colegas e professora. Eu não mentirei, estava tremendo. Eu estava segurando um papel(o roteiro), mas não li. Era só para eu apertar alguma coisa na hora da apresentação. Respirei fundo e " Good Morning, everybody!"
E como foi afinal de contas essa tal apresentação? Na minha opinião melhor do que eu esperava. Na opinião da professora quando eu falei a ela que estava nervosa "Pois você não parecia nervosa, estava bem descontraída, foi bem natural." Como assim? Eu não sabia que era boa atriz! HAHA

Houve outras duas apresentações. A primeira foi muito tensa, eu tinha que apresentar uma artigo(em português). Eu segui essas mesmas etapas descritas acima, só que multiplicado por mil. E como estava com muito medo, devido as apresentações dos demais colegas meus e que foram meticulosamente avaliados. Eu pensei " A minha apresentação deve estar horrível". Então quando levantei da cadeira, pedi: "Senhor está nas suas mãos. Senhor abençoa, Senhor abençoa.".

Eu estava tão fixadamente fazendo aquilo que havia planejado, concentrada até o ultimo fio de cabelo. Que só depois que meus colegas me falaram "A professora ficou olhando para você, acenando com a cabeça positivamente", "Sua apresentação foi demais!" uma outra pessoa falou "Como assim? A professora parou tudo para te ver? Então você fez algo certo." Foi então que eu percebi que algo tinha acontecido mesmo. Até quando ela olhou para mim e disse "muito bem, excelente!" Eu me sentei na cadeira com a cara mais surpresa do mundo. Mas em consideração a alguns colegas meus que não se saíram muito bem, não gritei pelos corredores da Falem como uma louca que tinha conseguido. Mas dei três pulinhos e liguei para o meu pai.

A segunda e certamente a que mais amei até agora foi a minha apresentação sobre " My dream trip". Pense em algo trabalhoso, já pensou? Agora acrescente usar o prezi e trabalhar no feriadão. Pois é, foi mais ou menos assim. Eu disse comigo quando esse projeto foi discutido em sala de aula "eu quero fazer o melhor que eu puder, dar o máximo de mim. Apresentar a minha viagem com todo o meu coração. Não por causa de nota, mas por mim.".  Desses desejos saiu a minha apresentação no prezi. Detalhe: nenhum colega meu conseguiu usar ele para fazer o trabalho e eu juro que fiz o máximo que pude para ajudar eles.

Minha apresentação Dream Trip

Mas para eu entender o site, passei quase um dia inteiro xeretando, mexendo, errando, ficando irritada, querendo jogar o pc no chão e etc. Depois de vencer a batalha contra o prezi comecei a minha Dream Trip. E fiquei muito inspirada pela apresentação de Hilary Pollan a nossa ETa (English Teacher Assistant) sobre as viagens que ela fez. E pensei "eu quero fazer uma apresentação tão legal quanto a dela.". Trabalhei nisso.

Lembra daquelas piadas e coisas espontâneas que eu "treinava" mas na hora da apresentação não aparecia? Pois você acredita que elas deram as caras e que muitas coisas que eu disse fizeram meus colegas e professora rirem muito. E eu me perguntava "Como assim? Isso foi engraçado?" Então eu ria junto com eles. Eu não esqueço o que a minha professora me disse quando eu terminei " Parecia que eu estava viajando junto com você, parabéns Raquely."

O que aprendi com essas três experiencias? Segurança é importante. E só podemos estar seguros, se treinarmos e soubermos o que estamos falando. Ficar nervoso é normal. Mas você não poder se desesperar, você precisa achar uma válvula de escape. Um papel para apertar, Deus para se apegar. E no fim de tudo, sair com a certeza de que fez o melhor que poderia fazer.

Boa noite.

Link para a apresentação sobre MY DREAM TRIP: http://prezi.com/px80p1o3pul5/?utm_campaign=share&utm_medium=copy

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3 Comentários

Parabéns pelo texto, vc é muito inteligente (deve ser pelo parentesco. kkk). Tenho muito orgulho de vc, principalmente, pelo seu entusiasmo e dedicação. Continue sempre assim, buscando fazer sempre o seu melhor, bjs. Não sou o Amado Batista mas sou teu fã.
Amei o post, Raquely! Você não sabe o quanto fico feliz e realizada ao ler as suas experiências na UFPA. É muito gratificante e enriquecedor ver nossos alunos crescendo, aprendendo, nos ensinando, amadurecendo e desabrochando para a delícia da aquisição do conhecimento acadêmico. Só fico imaginando você daqui a poucos anos, na sua sala de aula, com seus alunos e inovando na nossa área. Tenho certeza que você vai realmente ser uma educadora de mão cheia! Bjks! :-)
Raquely Caldeira disse…
Obrigada Tio Márcio. Eu fico muito feliz com as suas palavras, até "o deve ser pelo parentesco" hahahah Deve ser mesmo! Cíntia, égua eu fico muito emocionada com a minha professora me dando tanto apoio assim! Eu não sei nem como agradecer essas palavras de muito apoio e incentivo.