Domingo de sol, de céu azul.
Tarde quente, envolvente.
Azuis, verdes, brancas, sorridentes,
Espantosas, criativas ou de sacos de loja.
Pipas, papagaios, rabiolas, curicas,
Normais ou diferentes.
Grandes ou pequenas.
Rabos de saco ou de fita,
Quilométricos ou de poucos centímetros.
Submissas ao vento, e a linha na mão
Do menino de pés no chão.
Descem, sobem, voam sem rumo
Na corrente de ar que as levar.
Mal o sol ilumina essa terra,
Lá estão elas no ar.
Ansiosas por um novo combate,
Pela emoção do roçar de linhas enceradas.
Sob o olhar atento de muitas pessoas.
Presa nas mãos de meninos habilidosos,
Elas dançam no ar.
E numa fração de segundos uma pipa
Flutua sozinha no céu.
De um lado alegria, do outro tristeza.
Lá em baixo na rua a pipa vê,
A brincadeira continuar.
Se perto do chão ela chegar,
Certamente logo, logo, voltará para o céu,
Para novamente brilhar.
Poesia feita por: Raquely da Silva Caldeira

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